Espíritos livres
Numa era onde as pessoas não se concebem como seres espirituais, sentem-se presas, amarradas, acorrentadas... os Espiritos livres trabalham para libertar a vida lá onde ela está presa, trabalham pela "Luz"...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Quantas Estrelas existem no Universo???
Se o Universo é infinito, os cientistas supõem que o número de corpos celestes que o compõem deve ser igualmente infinito. Nós só podemos contar o número de estrelas que ficam na parte visível do cosmo, aquela cuja luz chega até a Terra. Para começar, isso inclui nada menos que 100 bilhões de galáxias - grandes sistemas estelares como a Via Láctea, que abrange todo o nosso Sistema Solar. "Essas galáxias podem conter de alguns milhões de estrelas, no caso das menores, a centenas de bilhões, no caso das mais luminosas", diz o astrônomo Laerte Sodré Jr., da USP. Com uma média de 100 bilhões de estrelas por galáxia, essa estimativa alcançará a bagatela de dez sextilhões de astros! (Para ter uma idéia do que significa um sextilhão, acrescente uma fileira de 21 zeros ao algarismo um.)
Comparada a esse número, a quantidade de estrelas que vemos pela janela representa quase nada: apenas 5 000 são visíveis da Terra a olho nu. Galáxias, então, só enxergamos quatro sem telescópio: a Via Láctea, é claro, mais Andrômeda e as duas Nuvens (Pequena e Grande) de Magalhães.
Quando juntamos um punhado de areia, juntamos bilhões de grãos de areia, se fossemos fazer uma comparação em relação a quantidade de estrelas existentes no universo...
Todas os grãos de todas as praias e areais do mundo não chega para contar as infinitas estrelas (pois são incontáveis, passaríamos bilhões na n, de vidas contando, para entendermos, entende? Isso nuca teria fim...
Com isso podemos criar uma idéia básica em nós do que o universo É. Assim abrimos um “espaço” dentro... Também podemos ter um vislumbre disto através da meditação ou por experiências sublimes pela poesia, música, obras de arte, inclusive pelo cinema, teatro, viajens, conversas, livros... e muitas coisas mais.
JFMachado
(Jonas Felipe Machado)
Comparada a esse número, a quantidade de estrelas que vemos pela janela representa quase nada: apenas 5 000 são visíveis da Terra a olho nu. Galáxias, então, só enxergamos quatro sem telescópio: a Via Láctea, é claro, mais Andrômeda e as duas Nuvens (Pequena e Grande) de Magalhães.
Quando juntamos um punhado de areia, juntamos bilhões de grãos de areia, se fossemos fazer uma comparação em relação a quantidade de estrelas existentes no universo...
Todas os grãos de todas as praias e areais do mundo não chega para contar as infinitas estrelas (pois são incontáveis, passaríamos bilhões na n, de vidas contando, para entendermos, entende? Isso nuca teria fim...
Com isso podemos criar uma idéia básica em nós do que o universo É. Assim abrimos um “espaço” dentro... Também podemos ter um vislumbre disto através da meditação ou por experiências sublimes pela poesia, música, obras de arte, inclusive pelo cinema, teatro, viajens, conversas, livros... e muitas coisas mais.
JFMachado
(Jonas Felipe Machado)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O mundo novo
Então começa o Amor - "O Novo Mundo"
É apenas o fim que presenciamos. Mas não há motivos para alarde, preocupações, geração de problemas, stresse...o fim do qual me refiro...tem uma conotação positiva....o fim é sempre um começo de algo, para algo/ alguma coisa que ainda tem existência. “Deus está dentro de mim e Eu estou dentro de Deus”. Bobagens a parte...o mundo, o nosso planeta em que moramos/ habitamos nesta vida é evidente que está passando por alguma mudança; isso é novo e intenso como podemos presenciar. O planeta é um ser vivo enorme e está “acordando” e nós por algum modo (amoroso ou do sofrimento – conforme nossa escolha para tanto) “acordaremos” também consequentemente. Se nos apercebemos separados de tudo o que acontece, dentro e fora de nós, então vivemos de modo inconscientes, sonhando (por isso essa realidade é uma ilusão da mente – pois tudo o que percebemos passa pelo nosso crivo) e sonhar ou preferir as mascaras é abdicar do aqui e agora: única realidade existêncial.
Outro modo de acordar (iluminar-se) é existir de fato no aqui e agora, estar atento ao si, ao seu Ser. ‘Seu’ (o ser meu- como propriedade) ainda remete a posse, mas neste sentido compreendemos a posse de uma corpo, vida etc. por exemplo, mas quem possui isto tudo de fato, o nosso corpo por exemplo é apenas o Universo (o Todo, o Cosmos, Deus, o Amor...como quiseres nomear)...
Mas isso que escrevo não é novo.
O caminho se faz ao caminhar
Tudo que está dentro está fora (é assim por fora também)
Aquilo que É ninguém consegue dizer; é inefável literalmente; está onde está, se encontra no indefinido; aqui e agora; está em/dentro de tudo e em tudo – (isto é:o Espírito. Este(a( pode ser sentido, experimentado.
Tudo depende apenas de nós; ou seja: de cada um; do seu Eu...e não dos outros, lá fora primeiro. Enfim, comece se transformando a si próprio antes de tudo.
Agora uma historinha:
O Cachorro, o Macaco e o Tigre
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção.
Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los.
Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando: "Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!"
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre, furioso, diz:
- Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas. "Ah, macaco traidor! O que faço agora?", pensou o cachorrinho.
Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
- Macaco preguiçoso!
Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!
Abraço e felicidade para todos nós,
JFMachado
É apenas o fim que presenciamos. Mas não há motivos para alarde, preocupações, geração de problemas, stresse...o fim do qual me refiro...tem uma conotação positiva....o fim é sempre um começo de algo, para algo/ alguma coisa que ainda tem existência. “Deus está dentro de mim e Eu estou dentro de Deus”. Bobagens a parte...o mundo, o nosso planeta em que moramos/ habitamos nesta vida é evidente que está passando por alguma mudança; isso é novo e intenso como podemos presenciar. O planeta é um ser vivo enorme e está “acordando” e nós por algum modo (amoroso ou do sofrimento – conforme nossa escolha para tanto) “acordaremos” também consequentemente. Se nos apercebemos separados de tudo o que acontece, dentro e fora de nós, então vivemos de modo inconscientes, sonhando (por isso essa realidade é uma ilusão da mente – pois tudo o que percebemos passa pelo nosso crivo) e sonhar ou preferir as mascaras é abdicar do aqui e agora: única realidade existêncial.
Outro modo de acordar (iluminar-se) é existir de fato no aqui e agora, estar atento ao si, ao seu Ser. ‘Seu’ (o ser meu- como propriedade) ainda remete a posse, mas neste sentido compreendemos a posse de uma corpo, vida etc. por exemplo, mas quem possui isto tudo de fato, o nosso corpo por exemplo é apenas o Universo (o Todo, o Cosmos, Deus, o Amor...como quiseres nomear)...
Mas isso que escrevo não é novo.
O caminho se faz ao caminhar
Tudo que está dentro está fora (é assim por fora também)
Aquilo que É ninguém consegue dizer; é inefável literalmente; está onde está, se encontra no indefinido; aqui e agora; está em/dentro de tudo e em tudo – (isto é:o Espírito. Este(a( pode ser sentido, experimentado.
Tudo depende apenas de nós; ou seja: de cada um; do seu Eu...e não dos outros, lá fora primeiro. Enfim, comece se transformando a si próprio antes de tudo.
Agora uma historinha:
O Cachorro, o Macaco e o Tigre
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção.
Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los.
Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando: "Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!"
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado. O tigre, furioso, diz:
- Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas. "Ah, macaco traidor! O que faço agora?", pensou o cachorrinho.
Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
- Macaco preguiçoso!
Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!
Abraço e felicidade para todos nós,
JFMachado
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Quem Somos?
Lembro-me vagamente quando era criança de, por diversas vezes e de forma repentina e espontânea começar a refletir sobre o mundo que me cercava e a minha própria vida. Ainda era muito pueril minha análise daquilo tudo que era muito fascinante ao mesmo tempo misterioso. Não sabia que mais tarde iria vislumbrar meu mundo por um outro viés, de um modo diverso da realidade que eu concebia.
Percebi neste período todo, enquanto os anos se passavam, que falar sobre a vida e seus mistérios é uma das discussões que mais atrai as pessoas. Foi nisso que mergulhei meus estudos e, inclusive profissão. Procurei compreender mais sobre quem somos nós, o que é isso tudo que chamamos de mundo, o que é a vida, de onde viemos, para onde vamos; tudo que parecesse pertinente com esse assunto me atraia. Enfim, comecei a investigar mais e comecei procurando através de mim, a questão que me interrogava era “quem sou eu”? Pois, se eu não me conhecesse o que saberia de tudo o mais, dos demais? Para encontrar de fato respostas mergulhei para dentro, para o interior, até compreender que já temos tudo dentro de nós, é só descobrirmos, é só revelarmos.
Recentemente a física quântica, aliada a espiritualidade, vem nos fornecendo respostas as nossas questões existenciais e nos apontando um pouco mais sobre nossa condição. A espiritualidade traz ensinamentos antigos, advindo do Oriente, espaço marcado pelo desenvolvimento e busca da religiosidade e das questões ligadas ao espírito desde há muito tempo.
O ocidente, por sua vez, foi responsável pelo desenvolvimento da ciência e pelo culto da matéria em seus vários sentidos. Atualmente ambas, religião e ciência, espiritualidade e física quântica, ou o Oriente e o Ocidente estão se unindo, estão se encontrando para demonstrar a existência do espírito e a inexistência da matéria. Tais conhecimentos já eram sabidos pelos antigos orientais, mas até então não tinham respaldo nem validação em nosso mundo Ocidental.
Agora a física quântica já comprova que tudo, nosso corpo, nossa casa, nossas roupas, o meio que nos cerca, seja ele animal, vegetal, inorgânico, nosso planeta, inclusive nossos pensamentos, desejos, sonhos, enfim tudo, o universo todo, absolutamente tudo é feito de energia e não há nada de material nele. Concluindo, tudo que concebemos como material é impermanente, é transitório, se desvanecerá, desaparecerá em algum momento.
A matéria cria realidade apenas como aparência aos nossos sentidos; aquilo que parece sólido, permanente, palpável, colorido é apenas ilusão, e no nosso caso a ilusão do mundo – maya, é produzida e mantida em nossa mente. É a mente, que através de milhares de anos nos conduziu a percepção desta realidade ilusória, nos fazendo acreditar que as coisas são assim como ela percebe. A tecnologia que o Oriente esteve desenvolvendo até então era no sentido de sair da mente, de o homem não ser escravo dela, pois sem saber a maioria de nós é comandado pela mente, se identifica com os pensamentos, ilusões, sonhos, desejos, julgamentos e muito mais, ou seja, vivemos de forma inconsciente sem saber quem realmente somos.
Estes mesmos conhecimentos acima citados também nos informam que não existe passado nem futuro; não existe o tempo. O único momento que de fato existe é o agora. No universo só o agora tem existência, e é novamente a nossa mente que cria o que chamamos de tempo, um passado que não há e um futuro ilusório, que não tem existência. Portanto toda a mudança, toda a vida só existe neste intervalo, neste momento eterno que é o presente, o agora.
Deepak Chopra, em um dos seus livros escreve a seguinte frase: “Nós não somos seres humanos tendo experiências espirituais, somo seres espirituais tendo experiências humanas” e nesta mesma proposta o rabino Nilton Bonder afirma “nós não somos um corpo que tem uma alma, ao contrário, somos uma alma que tem um corpo.” Posso acrescentar, resumidamente, que somos seres espiritomateriais, ou materispirituais. As coisas que chamamos materiais, o nosso corpo por exemplo, é apenas a condensação de energia, da energia cósmica.
Apesar de nossa sociedade ainda dar demasiado valor a matéria, aos bens materiais, a objetos, a aparência, ao corpo em detrimento da vida, estamos começando lentamente a mudar este modo de relação e visão. Sem desvalorizar o mundo da matéria e seus aspectos começamos a perceber outros valores correspondentes ao espírito, da alma: o amor, a solidariedade, a compaixão, a paz, a verdade, a saúde, prosperidade...
Estamos principiando compreender que também somos um só com o Todo, com o Cosmos, com Deus, com o Universo, enfim, não há nada separado no universo, somos todos interligados, não há distinções, não existe limite, tudo é uma coisa só; portanto a afirmação de que “somos todos um”. Quando pensamos algo, este algo que é energia, vibra pelo cosmos procurando materializar-se, quando matamos um inseto interferimos em toda uma cadeia biológica, numa rede interconectada, num ciclo, no universo todo. Sem água não existiríamos, sem as árvores não teríamos ar para respirar, não teríamos alimentos; sem a energia do sol também a vida como a concebemos seria impossível sobre este planeta. Percebes a relação de uma coisa com outra, de como, por exemplo, dependemos e estamos ligados a tudo que nos cerca?
Assim é com tudo mais, nas mínimas coisas. Em nossa existência dependemos de tudo o que nos cerca, é possível que nem sequer imaginamos nossa dependência; começamos dependendo dos cuidados maternos antes mesmo de nascermos, somos extremamente frágeis, a partir disso dependemos do ar, da água, da energia dos alimentos, precisamos nos defender das ameaças de germes, vírus e bactérias nocivas. Somente lá pelos 10 anos de idade, se o indivíduo sobreviver, irá conseguir se manter independente em relação aos seus próprios cuidados, no entanto isso não é comum em nossa sociedade e de qualquer forma o indivíduo se mantém constantemente interdependente para o resto de sua existência. Dependemos das relações com os outros, dependemos tanto, que sem eles, os outros, nem sairíamos de nossas casas. Interdependemos, seria o termo que mais se ajusta a essa idéia.
Já notamos movimentos nos apontando para mudanças em vários aspectos em nossa condição humana. Percebemos, por exemplo, que a competição não é a melhor estratégia para o crescimento e evolução; podemos perceber, depois de vários fatos e repetições, que a raiva e o ódio destrutivo, levado a conseqüências mais extremadas como as guerras não nos conduzem a evolução alguma, pelo contrário, nos tornam mais cruéis e irrascíveis. Podemos perceber então que valores devem ser mudados, alterados: da competição para a cooperação, do ódio e raiva para o amor; do medo, da ansiedade, das doenças, da pobreza, para valores como a paz, a união, o bem estar no corpo e no mundo.
Toda a mudança começa por nós, começa dentro de cada um. Chega de esperar pelas mudanças fora de nós, de esperar que o exterior, os outros, os políticos, os governantes, nossos pais, nossos amigos e companheiros, que as situações mudem; é a partir de nós, a partir do momento que dentro de mim, dentro do seu eu, mudar, só aí então começará as mudanças, não importa de que dimensão. E é por isso que devemos estar preenchidos com aquilo que queremos ser ou dar aos outros; só posso dar amor se eu tiver amor dentro de mim; só posso transmitir paz se eu estiver em paz; só posso ter prosperidade se deixar de me reconhecer como pobre, etc. Só posso dar aquilo que tenho, só posso receber se estiver aberto, disponível para tanto.
Daremos um salto (quântico) no momento em que colocarmos a consciência no comando de nossas vidas; no momento em que fizermos o salto da cabeça (racional, mental) para o coração (sentimento). Somente com a consciência começaremos a despertar, a acordar do nosso sonambulismo e inconsciência para uma outra realidade, talvez para um novo mundo, uma nova vida.
Talvez, muitos de nós não estejamos percebendo, mas estamos num processo de mudanças, de transformações radicais que diz respeito a nós, a nossa condição de seres humanos aqui nesse planeta. Não é casual que a ciência, através da Física Quântica esteja nos revelando descobertas já antigas da espiritualidade e juntamente com ela, nos deixa com várias interrogações: para onde iremos, o que faremos, quem nós somos..? Como diz o poeta sufi, Rumi “saímos do nada girando, espalhando estrelas como poeira”.
Jonas Felipe Machado
Psicólogo e artista plástico
portaparatudo@gmail.com
Percebi neste período todo, enquanto os anos se passavam, que falar sobre a vida e seus mistérios é uma das discussões que mais atrai as pessoas. Foi nisso que mergulhei meus estudos e, inclusive profissão. Procurei compreender mais sobre quem somos nós, o que é isso tudo que chamamos de mundo, o que é a vida, de onde viemos, para onde vamos; tudo que parecesse pertinente com esse assunto me atraia. Enfim, comecei a investigar mais e comecei procurando através de mim, a questão que me interrogava era “quem sou eu”? Pois, se eu não me conhecesse o que saberia de tudo o mais, dos demais? Para encontrar de fato respostas mergulhei para dentro, para o interior, até compreender que já temos tudo dentro de nós, é só descobrirmos, é só revelarmos.
Recentemente a física quântica, aliada a espiritualidade, vem nos fornecendo respostas as nossas questões existenciais e nos apontando um pouco mais sobre nossa condição. A espiritualidade traz ensinamentos antigos, advindo do Oriente, espaço marcado pelo desenvolvimento e busca da religiosidade e das questões ligadas ao espírito desde há muito tempo.
O ocidente, por sua vez, foi responsável pelo desenvolvimento da ciência e pelo culto da matéria em seus vários sentidos. Atualmente ambas, religião e ciência, espiritualidade e física quântica, ou o Oriente e o Ocidente estão se unindo, estão se encontrando para demonstrar a existência do espírito e a inexistência da matéria. Tais conhecimentos já eram sabidos pelos antigos orientais, mas até então não tinham respaldo nem validação em nosso mundo Ocidental.
Agora a física quântica já comprova que tudo, nosso corpo, nossa casa, nossas roupas, o meio que nos cerca, seja ele animal, vegetal, inorgânico, nosso planeta, inclusive nossos pensamentos, desejos, sonhos, enfim tudo, o universo todo, absolutamente tudo é feito de energia e não há nada de material nele. Concluindo, tudo que concebemos como material é impermanente, é transitório, se desvanecerá, desaparecerá em algum momento.
A matéria cria realidade apenas como aparência aos nossos sentidos; aquilo que parece sólido, permanente, palpável, colorido é apenas ilusão, e no nosso caso a ilusão do mundo – maya, é produzida e mantida em nossa mente. É a mente, que através de milhares de anos nos conduziu a percepção desta realidade ilusória, nos fazendo acreditar que as coisas são assim como ela percebe. A tecnologia que o Oriente esteve desenvolvendo até então era no sentido de sair da mente, de o homem não ser escravo dela, pois sem saber a maioria de nós é comandado pela mente, se identifica com os pensamentos, ilusões, sonhos, desejos, julgamentos e muito mais, ou seja, vivemos de forma inconsciente sem saber quem realmente somos.
Estes mesmos conhecimentos acima citados também nos informam que não existe passado nem futuro; não existe o tempo. O único momento que de fato existe é o agora. No universo só o agora tem existência, e é novamente a nossa mente que cria o que chamamos de tempo, um passado que não há e um futuro ilusório, que não tem existência. Portanto toda a mudança, toda a vida só existe neste intervalo, neste momento eterno que é o presente, o agora.
Deepak Chopra, em um dos seus livros escreve a seguinte frase: “Nós não somos seres humanos tendo experiências espirituais, somo seres espirituais tendo experiências humanas” e nesta mesma proposta o rabino Nilton Bonder afirma “nós não somos um corpo que tem uma alma, ao contrário, somos uma alma que tem um corpo.” Posso acrescentar, resumidamente, que somos seres espiritomateriais, ou materispirituais. As coisas que chamamos materiais, o nosso corpo por exemplo, é apenas a condensação de energia, da energia cósmica.
Apesar de nossa sociedade ainda dar demasiado valor a matéria, aos bens materiais, a objetos, a aparência, ao corpo em detrimento da vida, estamos começando lentamente a mudar este modo de relação e visão. Sem desvalorizar o mundo da matéria e seus aspectos começamos a perceber outros valores correspondentes ao espírito, da alma: o amor, a solidariedade, a compaixão, a paz, a verdade, a saúde, prosperidade...
Estamos principiando compreender que também somos um só com o Todo, com o Cosmos, com Deus, com o Universo, enfim, não há nada separado no universo, somos todos interligados, não há distinções, não existe limite, tudo é uma coisa só; portanto a afirmação de que “somos todos um”. Quando pensamos algo, este algo que é energia, vibra pelo cosmos procurando materializar-se, quando matamos um inseto interferimos em toda uma cadeia biológica, numa rede interconectada, num ciclo, no universo todo. Sem água não existiríamos, sem as árvores não teríamos ar para respirar, não teríamos alimentos; sem a energia do sol também a vida como a concebemos seria impossível sobre este planeta. Percebes a relação de uma coisa com outra, de como, por exemplo, dependemos e estamos ligados a tudo que nos cerca?
Assim é com tudo mais, nas mínimas coisas. Em nossa existência dependemos de tudo o que nos cerca, é possível que nem sequer imaginamos nossa dependência; começamos dependendo dos cuidados maternos antes mesmo de nascermos, somos extremamente frágeis, a partir disso dependemos do ar, da água, da energia dos alimentos, precisamos nos defender das ameaças de germes, vírus e bactérias nocivas. Somente lá pelos 10 anos de idade, se o indivíduo sobreviver, irá conseguir se manter independente em relação aos seus próprios cuidados, no entanto isso não é comum em nossa sociedade e de qualquer forma o indivíduo se mantém constantemente interdependente para o resto de sua existência. Dependemos das relações com os outros, dependemos tanto, que sem eles, os outros, nem sairíamos de nossas casas. Interdependemos, seria o termo que mais se ajusta a essa idéia.
Já notamos movimentos nos apontando para mudanças em vários aspectos em nossa condição humana. Percebemos, por exemplo, que a competição não é a melhor estratégia para o crescimento e evolução; podemos perceber, depois de vários fatos e repetições, que a raiva e o ódio destrutivo, levado a conseqüências mais extremadas como as guerras não nos conduzem a evolução alguma, pelo contrário, nos tornam mais cruéis e irrascíveis. Podemos perceber então que valores devem ser mudados, alterados: da competição para a cooperação, do ódio e raiva para o amor; do medo, da ansiedade, das doenças, da pobreza, para valores como a paz, a união, o bem estar no corpo e no mundo.
Toda a mudança começa por nós, começa dentro de cada um. Chega de esperar pelas mudanças fora de nós, de esperar que o exterior, os outros, os políticos, os governantes, nossos pais, nossos amigos e companheiros, que as situações mudem; é a partir de nós, a partir do momento que dentro de mim, dentro do seu eu, mudar, só aí então começará as mudanças, não importa de que dimensão. E é por isso que devemos estar preenchidos com aquilo que queremos ser ou dar aos outros; só posso dar amor se eu tiver amor dentro de mim; só posso transmitir paz se eu estiver em paz; só posso ter prosperidade se deixar de me reconhecer como pobre, etc. Só posso dar aquilo que tenho, só posso receber se estiver aberto, disponível para tanto.
Daremos um salto (quântico) no momento em que colocarmos a consciência no comando de nossas vidas; no momento em que fizermos o salto da cabeça (racional, mental) para o coração (sentimento). Somente com a consciência começaremos a despertar, a acordar do nosso sonambulismo e inconsciência para uma outra realidade, talvez para um novo mundo, uma nova vida.
Talvez, muitos de nós não estejamos percebendo, mas estamos num processo de mudanças, de transformações radicais que diz respeito a nós, a nossa condição de seres humanos aqui nesse planeta. Não é casual que a ciência, através da Física Quântica esteja nos revelando descobertas já antigas da espiritualidade e juntamente com ela, nos deixa com várias interrogações: para onde iremos, o que faremos, quem nós somos..? Como diz o poeta sufi, Rumi “saímos do nada girando, espalhando estrelas como poeira”.
Jonas Felipe Machado
Psicólogo e artista plástico
portaparatudo@gmail.com
sábado, 10 de outubro de 2009
"Processo amoroso" ou "Carrancas Astecas"
Variadas figuras se fundem, mesclam e confundem-se na paisagem-imagem deste quadro.
Num canto um demônio palhaço de língua azul faz escárnio gritando impropérios. Cada cuspida-frase colorida em tom e freqüência de onda canta no relevo plano giratório cores variante e cambiantes. Onde parece cobrinhas azuis, rosas, pontilhadas, enrodilhadas são apenas olhos vivos vendo, não o artista, mas prescrutando o contemplador do momento, absorto, desavisado, desvairado...quem é esse que me vê/olha pergunta o retrato-quadro compacto em óleo e olhos sobre tela.
Quantos elementos desnecessários e inúteis formam fragmentos. O rosa é mais vermelho que o azul. Bocas flagrantes e línguas enroscadoras com confetes e brilho festivo, efusivos se movimentam num ritual todo erótico e puro. Outro ser estranho saltou para dentro. Agora vejo mais acima um mix ave com ‘Sei lá quê’ cabelo verde veronese e perfil bico azul celeste. Há muito mais destes seres acima e abaixo desta camada que parece pintura. Tudo vive e respira no quadro. Cada coisa tem sentido, significado e propósito de ser, para existir aqui e agora. Quando se desvia o olhar o todo se meche. Não se decompõe, mas inventa sem pincel e tinta outra pintura aparência enganadora. Conhecido(a)? acho que te enganas. Na realidade não existe o que estou falando, vale apenas tua verdade, o resto é mito e histórias destiladas pela mente atilada, sem sossego, sem aguardente, sem agenda.Gritos estéreis, sons sonâmbulos percorrem as ruelas, vias, buracos, logradouros, precipícios iluminados. Serpentinas repentinamente acontecem colorindo. Um elefante infante azul fantasma, espremido e reprimido pelo rosa e vileta. A sua tromba emerge e goza enrustida personificando outros bichos estranhos e mal delineados pelo artista.
Há risos e gargalhadas acontecendo simultaneamente em todos os vales e perímetros urbano-circences. Juntando a todos estes ingredientes acrescente o nada, sem-fundamentos, parafusos soltos e veja tudo.
Ainda não terminei a retórica acrobática da ilusão! Não estas vendo as escadas que feitas para descerem e não escalar foram ali colocadas? Parece sim, certamente agora reparo tonto, é um carnaval num sem-antro onírico? Como do nada nascem estes despropósitos? Nada, Nada, Nada não...o Nada é tudo! ¤¡
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